quarta-feira, novembro 14

Faz aquilo que te faz sentir bem



Faz aquilo que te faz sentir bem

Partilha com quem te faz sorrir

VIVE o agora

sábado, novembro 10

O meu coração quebrou-se

O meu coração quebrou-se

Como um bocado de vidro

Quis viver e enganou-se...


Fernando Pessoa


quinta-feira, novembro 8

nada sinto, nada sofro




















Nada sinto.

Sim, não sinto nada.

O meu coração continua com fortes palpitaçoes dentro de mim

Espera ser notado

Mas eu já não o sinto

Perdeu a voz

Não que se tenha calado de vez, pois ele continua a gritar embora afónico num esforço vão...

Apenas não o quero ouvir...

Desliguei lhe o som

Já não me conduz os passos

O coração cega, manipula...

destrói-nos por dentro e pensa que está certo

Como se o coração pensasse...

Ele apenas age de acordo com o que sente...

Vai ao encontro daquilo que ama

Mas o que ele ama pode fazer-lhe mal

O coração é masoquista

O coração é egoísta

O coração não pensa!

Não distingue já o correcto do errado

O coração é tonto e impulsivo

Impossível de equilibrar

Por isso desligo-lhe o som...

E assim fico, sem dor...

domingo, outubro 28

Deve chamar-se tristeza



"Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.
Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.
Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó. "
Fernando Pessoa

Manipulação Incoerente



Fazes me pensar quando não quero
Fazes com que todo o martírio me invada
Mesmo quando apenas quero dormir sossegada!
Desabas-me o mundo quando dele não me quero lembrar
e toda a tristeza cai sobre mim...
És cruel...
Destróis
Desconcertas
Quando tudo parece perfeito tiras me tudo
E tudo é vazio
A dor permanece mas tudo se foi
Entretens-te com a minha vida como se de um jogo se tratasse
A preversidade é a tua doença
Mas é a mim quem ela consome
Nesta tua manipulação incoerente
onde luto pela felicidade

quarta-feira, agosto 29

perturbação persistente


Desaparece ser invisível que me persegue
Estás a esgotar-me a mente
Sai de dentro de mim
Metes medo aos afortunados de espírito
E és conhecido por entre os esgotados de alma

Não sei por que nome te evoque
Nem sei porque me importunas
Mas fazes parte de mim
És o fantasma que me assombra a consciência
E me tira o sentido desta vivência
Desaparece!
Os teus pensamentos ecoam na minha cabeça como murmúrios…
Cânticos desassossegados que parecem ter no meu tormento o prazer supremo das suas vivências

Desaparece!
Não ouves ou não queres ouvir as minhas suplicas sofridos por sossego
Apenas quero nada sentir
Estar quieto sem tormentos que me distróem a alma
Já só peço isso
Nada de sonhos, de esperança, de tranquilidade, de amor
Já só peço o vazio
O nada
Tal é o tormento que me causas

Desaparece apenas!

domingo, agosto 19

momentos















Há momentos dificeis de explicar.
Momentos que nos libertam a emoção
Que nos deixam sem palavras e nos fazem perceber a beleza da existência.
Como é bom sentirmo-nos felizes...
É para isso que existimos.
Para nos sentimos em casa
Porque apesar da Felicidade plena não existir,
estes pequenos momentos servem para nos encher as entranhas de satisfação pura
e é tambem nestes momentos que é mais dificil partir
A saudade aperta mesmo antes da despedida
Queremos guardar esse momentos que tanto nos marcam
Dói saber que amanhã deixam de existir



F.Pessoa disse "...sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura."

Quero alterar essa frase e dizer: Sou do tamanho do que sinto e não do tamanho da minha altura. Porque quem sente vê com os olhos da alma e não com os da cara. Nem tudo o que observo me toca, mas tudo o que sinto causa impressões em mim, sejam elas boas ou más, mas reais e puras. E é com sensações que se vive no sentido real da palavra e não com imagens. As imagens servem como memórias de sentimentos. Não posso ser algo que nada me diz...